Mais um debate expõe mazelas na segurança

Mais um debate sobre unificação das polícias na Câmara dos Deputados trouxe dois convidados que explanaram sobre o sistema de segurança pública: “o policial hoje é um coitado”, “sistema bipartido concorrencial, de estrutura medieval e aristocrática.” Polícia da Alemanha foi citada como exemplo.

17/05/2017 – Saga Policial

A unificação das polícias foi debatida mais uma vez nesta terça-feira, 16/05, em audiência pública na comissão especial da Câmara dos Deputados em Brasília.

Participaram os convidados Eduardo Cerqueira Batitucci, professor e coordenador do Núcleo de Estudos em Segurança Pública da Fundação João Pinheiro; e Ricardo Ferreira Gennari, especialista em Segurança Pública.

Os deputados federais Delegado Edson Moreira (PR-MG) e Subtenente Gonzaga (PDT/MG) fizeram a moderação do debate.

Assista os vídeos selecionados pelo Saga Policial e os trechos destacados em cada explanação.

A intenção de nosso site é aumentar o debate na sociedade para a mudança do atual sistema brasileiro de Segurança Pública e se coaduna com nossos objetivos textualizados em “Quem Somos”.

Vídeo 1 – Eduardo Cerqueira Batitucci comenta que o sistema de segurança pública brasileiro está falido. Funciona com um sistema bipartido concorrencial, de estrutura medieval e aristocrática. Diz que policiais se comunicam muito mal com o ciclo judicial. Expõe que na sua opinião o problema mais grave é o sistema estar focado no crime, distante das dinâmicas sociais, que somente se preocupa com os casos emergenciais e não resolve o problema. Por isso não possuem legitimidade diante do povo. Ainda diz que é um sistema de natureza cartorial onde os problemas dos cidadãos não são resolvidos. Conclui que apenas pensar a unificação das polícias não mudaria o sistema, apesar da importância de instituir o ciclo completo de polícia no Brasil.

Vídeo 1

 

Vídeo 2 – Ricardo Ferreira Gennari expõe diversos exemplos para comprovar a necessidade de mudanças no sistema de segurança pública. Dentro de um contexto, na qual o policial antigamente era visto como uma profissão exemplar, disse que o “policial hoje é um coitado”. Diz que hoje o “rato corre atrás do gato”. Afirma que a segurança é um problema federal e que é importante ter mais investimento.

Vídeo 2

 

Vídeo 3 – Subtenente Gonzaga afirma que a vaidade e o poder impedem o Brasil de melhorar seu sistema de segurança pública. Diz que temos um problema de modelo e que somos o único país do mundo que não possui o ciclo completo de polícia. Expõe ainda que temos a menor taxa de elucidação de crimes do mundo.

Vídeo 3

 

No Vídeo 4 o Deputado Federal Delegado Edson Moreira defende a polícia única e comenta o sucesso que foi a unificação das polícias na Alemanha e Áustria. Diz que o Brasil precisa dar o primeiro passo. O deputado traça uma série de benefícios com a unificação, como formação policial única, maior troca de informações e agilidade operacional. Defende também o curso de Direito para manter a gestão do sistema.

Vídeo 4

 

No vídeo 5 o professor Eduardo Cerqueira Batitucci responde os deputados dizendo que não abre mão de sua análise ao dizer que o problema está na origem do sistema de segurança pública, que surgiu na época colonial com a intenção de “correr atrás dos escravos” e infelizmente a evolução institucional não ultrapassou a enorme distância entre o sistema e o cidadão, que foi produzida nessa mesma época colonial.

Vídeo 5

 

Fonte: Portal da Câmara dos Deputados, por Saga Policial

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6 respostas para “Mais um debate expõe mazelas na segurança”

  1. Claudemir COABSUL disse:

    O Brasileiro é alienado quanto a tudo isso. E muitos se aproveitam disso. Sou advogado e vejo a petulância dos delegados todos os dias. Também vejo a ignorância dos oficiais PM. Enquanto brigam pelo poder o povo vai enterrando seus familiares vítimas da violência. E isso não vai mudar por conta do povo alienado, dos praças alienados e todos agente policiais civis capachos. Todos nós vamos morrer um dia e esses delegados e oficiais vão arder no inferno quando chegar o dia deles!!!!!!!!!!!!

  2. Rodrigo F. P. O. disse:

    Bom dia.
    Com todo respeito Claudemir, comentários como o seu também ajudam a manter esse sistema falido.
    O Delegado de Polícia é a única autoridade com moral para falar sobre segurança pública, pois vive o dia a dia desta problemática e possui formação para tal feito. Sem desmerecer os co-irmãos policiais e acadêmicos.
    Diante deste fato, s.m.j., todos os argumentos caem diante da singular falta de investimento que destrói o sistema. Nenhum sistema de segurança pública do mundo sobrevive diante da falta de investimento.
    Esse debate realmente precisa chegar na sociedade e pressionar o legislativo para salvaguardar o investimento tão necessário para as polícias brasileiras. Vamos debater. Temos boa parcela da população não tão alienada assim. Graças a Deus.

    • Jeremias disse:

      Não se pode falar em falta de investimento quando nos deparamos com um índice de eficiência das polícias na casa dos 4%, enquanto em paises latinos se alcança mais de 60%. Sem exagero, é como um boteco que não dá lucro e se ter fazer uma reforma na fachada.
      Temos que lidar com a contradição do chefe bacharel em direito, defendida pelos que consideram a especialização essencial, mas que se opõem a ocupação de especialistas em administração para gerir o orgão. Como vemos, parece corporativismo.

  3. Ademir disse:

    Curso de direito para gestão do sistema? O que é gestão? Deriva da onde?

  4. Ademir disse:

    Curso de direito para gestão do sistema? O que é gestão? Deriva da onde?

  5. Jones Pereira disse:

    A Segurança Pública é o “gari” das demais instituições governamentais, e principalmente sociais. A Polícia (federal, civil, militar, e, insiro ainda bombeiros) não tem dever nenhum de mudar alguém ou a sociedade. Discutir quem manda mais é irrelevante. Numa ocorrência cotidiana o cidadão não quer saber se você é coronel ou soldado, agente administrativo ou delegado. Quer saber é que, se está fardado, ou pronto pra dirimir um ilícito ou dar solução, que o faça. E discordo em parte do senhor Rodrigo, quanto ao delegado “ter moral pra falar de segurança pública” (a não ser que seja sobre legalidades) pois ele pega “mastigado” aquilo que as PM’s “se sarram” pra buscar resolver in loco, no momento presente, na rua, na casa, e que por vezes, ‘não dá em nada’, mas tem que ir lá fazer.

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