Concurso PF PRF com 3.098 vagas

Republicamos, a pedidos de nossos leitores, matéria atualizada sobre os concursos da PF e PRF que repercutiu neste início de agosto/2017. Trata-se de reportagem da Folha Dirigida.

05/08/2017

Quem tem interesse em fazer concurso 2017 para seguir carreira na área de segurança pública deve ficar atento às oportunidades que poderão ser abertas no âmbito federal, já nos próximos meses. Juntas, Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) planejam oferecer 3.098 vagas em cargos policiais, voltadas para quem possui formação superior. Além de estabilidade (contratações via regime estatutário), os cargos proporcionam ganhos iniciais de R$ 9.501,98, R$ 11.897,86 ou R$ 22.102,37, havendo previsão de reajustes em 2018 e 2019.

No caso da PRF, a intenção é oferecer 1.300 vagas de policial rodoviário federal, que tem requisito de ensino superior completo em qualquer área e carteira de habilitação, na categoria B ou superior. Os iniciais oferecidos são os de R$9.501,98, que já incluem o auxílio-alimentação, de R$ 458. Com o reajuste acertado com o governo e aprovado pelo Congresso Nacional (Lei 13.371/16), o valor sobe para R$ 9.931,57 em 2018 e para 10.357,88 em 2019.

O Ministério da Justiça confirmou que já recebeu o pedido do concurso da PRF e que o processo, agora, será encaminhado para análise do ministro Alexandre de Moraes, para que depois possa ser encaminhado para aprovação do Ministério do Planejamento. A documentação inclui uma sugestão de cronograma que propõe a publicação do edital do concurso já em abril, com a primeira etapa da seleção (provas objetiva, discursiva, de títulos, física, médica e psicológica) acontecendo até agosto. A PRF ressalta, no entanto, que as datas dependem da autorização do concurso em tempo hábil, que pelo cronograma sugerido, teria que acontecer já agora, em fevereiro. Mas, segundo o órgão, isso “ainda está no campo de tratativas”. Para agilizar a abertura da seleção, a PRF já elaborou, inclusive, uma proposta de novo edital para o concurso.

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Órgãos terão que negociar novos concursos

Apesar da grande necessidade, em função da carência elevada, de cerca de 2.500 policiais, que ainda deverá ser agravada por conta das aposentadorias previstas (ao fim deste ano deverão ser totalizadas 3.600, a contar do início de 2016, conforme documento da Coordenação-Geral de Recursos Humanos do órgão), a PRF deverá ter uma luta árdua pela frente para conseguir a permissão do Planejamento.

Isso porque, em entrevista coletiva na última terça-feira, dia 31, sobre a adequação do orçamento deste ano ao teto dos gastos públicos, aprovado no fim do ano passado, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, reforçou que os novos concursos no Executivo federal seguem suspensos, o que, a princípio, vale até o fim deste ano. A expectativa, portanto, é que a seleção da PRF seja considerada uma exceção à regra ou que essa política seja revista ao longo de 2017. Outra opção é que a autorização possa ser dada este ano, com o ingresso dos aprovados acontecendo no ano que vem, como argumenta a própria PRF.

A PF, por sua vez encontra-se em situação um pouco mais favorável, uma vez que, na teoria, tem autonomia para promover concursos para cargos policiais. O diretor-geral da corporação já autorizou a abertura de concurso para 1.758 vagas, sendo 600 de agente e 600 de escrivão, com iniciais de R$ 11.897,86, e 491 vagas de delegado e 67 de perito, cujos iniciais são de R$ 22.102,37.

A suposta autonomia para abrir concursos, fez inclusive com que o órgão fosse deixado de fora da política de suspensão de novas seleções. Apesar disso, como ainda depende de uma confirmação por parte do Planejamento de que há orçamento disponível para o preenchimento das vagas a serem oferecidas, a PF segue negociando com o ministério para conseguir abrir as oportunidades e suprir a carência do seu efetivo. As demandas do órgão já estão em análise no Planejamento.

De acordo com a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), somente no cargo de agente, o déficir é de 6 mil policiais. Já a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) ressalta que as 491 vagas pretendidas para o cargo correspondem a cerca de 30% do efetivo total e que cerca de 400 delegados podem se aposentar nos próximos dois a três anos, reforçando a urgência de concurso.

Tanto o cargo de agente quanto o de escrivão são abertos a quem possui o ensino superior completo em qualquer área. No caso de delegado, é preciso ter o bacharelado em Direito e três anos de experiência em atividade jurídica ou policial. Já para perito, é exigida formação superior relacionada à área de atuação (são várias). Em todos os casos, também é preciso ter a carteira de habilitação, na categoria B ou superior.

Para a PF, o reajuste aprovado prevê iniciais de R$ 12.441,26 em 2018 e R$ 12.980,50 para agente e escrivão, e R$ 23.130,48 e R$ 24.150,74, respectivamente, para delegado e perito. LOGO ABAIXO, é possível conferir os editais com os programas anteriores das provas para cada cargo, que servem de base para os estudos, segundo os especialistas.

Na PF, prova de Raciocínio Lógico. Na PRF, Matemática 

Os concursos para os cargos de agente e escrivão da Polícia Federal (PF) e policial da Polícia Rodoviária Federal (PRF), todos com exigência de graduação em qualquer área, deverão atrair um grande número de concorrentes. Além das remunerações bastante atrativas, são várias as disciplinas comuns entre os conteúdos da PF e da PRF, permitindo assim que o candidato estude para as duas seleções ao mesmo tempo.

No entanto, uma das diferenças no conteúdo programático é que para a PF cai Raciocínio Lógico, já para a PRF, Matemática. Para orientar no estudo das duas disciplinas, FOLHA DIRIGIDA ouviu o professor Fabiano Battemarco, do Eficaz Concursos, que analisou os programas dos dois últimos concursos e apontou suas principais diferenças.

Logo de início, Fabiano afirma que, analisando os editais e provas anteriores dos concursos referidos, observa-se que o conteúdo não é curto. “Cada item que consta em cada edital, existem subitens em sequência abrangendo vários assuntos”, esclareceu o especialista, que acredita que os conteúdos tendem a serem mantidos para as duas seleções.

No que se refere à PF, os assuntos que os candidatos precisam dar atenção maior, com mais chances de serem explorados nas provas são, na visão do professor, Equivalências Lógicas e Negações de Proposições Compostas, Probabilidade Simples e resolução de problemas com Conjuntos.

Já na PRF, o professor Fabiano Battemarco acredita que os tópicos mais importantes são regra de três; Função do 1° grau – definição, zero da função e análise gráfica; e Função do 2º grau – definição, zero da função, vértice da parábola e análise gráfica. Segundo o professor, a melhor forma de se preparar é alternando teoria com a prática.

“Sugiro que o candidato enfatize a parte teórica e depois direcione aos exercícios, de acordo com o edital para agente e escrivão da PF e policial da PRF”, disse. Por fim, Fabiano Battemarco incentiva que os candidatos continuem estudando, citando uma frase do especialista William Douglas, considerado o ‘Guru dos Concursos’. “Não se faz concurso para passar, mas até passar.”

Fonte: Folha Dirigida

7 respostas para “Concurso PF PRF com 3.098 vagas”

  1. Jonathan disse:

    Quero muito adquirir o
    Material do concurso da prf

  2. Anderson Pinheiro da Silva disse:

    Aonde e feito esse curso

  3. Leonardo disse:

    Estou cursando em uma das áreas que de atuação de PF , gostaria de saber se eu posso fazer a prova e caso eu puder fazer , eu conseguiria assumir o cargo mesmo estando cursando o ensino superior ?

  4. Mara disse:

    Ministro Alexandre de Moraes! Oi?

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