Identificação facial chegou na segurança

Software desenvolvido em Goiás conta com tecnologia de identificação facial e está efetivamente em uso pela Segurança Pública de um estado brasileiro. Batizado de “Harpia”, ele pode a partir de imagens de câmeras de segurança, por exemplo, identificar autores de crimes.

10/10/2017

Um sistema inovador de identificação facial de criminosos, e que também pode detectar fraudes, já está sendo usado pelo Instituto de Criminalística de Goiás. Apresentada nesta terça-feira (10), à imprensa, a nova ferramenta compara imagens colhidas em locais de crimes ou em documentos com um banco de dados que já conta com 50 mil pessoas cadastradas.

Desenvolvido por um papiloscopista do Instituto de Criminalística, em conjunto com a Universidade Federal de Goiás (UFG), o programa, denominado Harpia, pode, a partir de imagens de câmeras de segurança, por exemplo, identificar autores de crimes. “Muitas vezes, em um local de crime, o marginal não deixa impressões digitais, mas com este sistema, a partir de imagens de câmeras, ou mesmo em cima de um retrato falado, podemos identificar o autor, ou autores”, explicou o diretor do Instituto de Identificação, Antônio Maciel Aguiar Filho.

Atualmente, ainda de acordo com o diretor do Instituto de Identificação, a Polícia Civil de Goiás tem 50 mil pessoas cadastradas em seu registro. “Com novas parcerias, porém, este número será ampliado, haja vista que o Detran conta com três milhões de usuários cadastrados, e o Tribunal Superior Eleitoral, com 50 milhões”, concluiu.

Além de identificar autores de crimes, o novo Software servirá também para detectar fraudes em documentos. “Trata-se de uma ferramenta importantíssima, por exemplo, para identificar criminosos que muitas vezes falsificam documentos para, por exemplo, transferir domínio de imóveis que não lhe pertencem”, pontuou o presidente do Tribunal de Justiça de Goiás, Gilberto Marques Filho, que esteve presente na solenidade.

“Ele não é capaz ainda de apontar com 100% de precisão. Mas isso ajuda na redução do número de suspeitos de uma investigação, dando um direcionamento maior à polícia, por exemplo”, disse Jones José, um dos responsáveis pelo desenvolvimento do projeto.

Em um dos casos apresentados, um homem preso apresentou um documento falso. Porém, ao fazer a comparação facial, foi identificada a foto da real identidade dele, que já estava no sistema. Com isso, foi possível descobrir o verdadeiro nome e fazer a autuação.

Para demonstrar a eficácia do sistema, Jones usou o presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, Gilberto Marques, como exemplo. Foi feita uma foto dele no momento da apresentação do projeto e comparada com as já cadastradas no banco de dados do programa. Em poucos segundos, o software conseguiu reconhecer e mostrar as imagens comparativas da autoridade de maneira precisa.

Ao elogiar o projeto, que saiu a custo zero para o Estado, o Secretário da Segurança Pública de Administração Penitenciária, Ricardo Balestreli, afirmou que o software desenvolvido em Goiás é o mais completo do mundo. “Conheço programas semelhantes em outros países, mas nenhum deles tem a precisão que este aqui já nos apresentou”. Em um ano, o programa já teria conseguido identificar, segundo o secretário, 2,8 mil tentativas de fraudes em Goiás.

Fonte: Governo de Goiás, por Saga Policial

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