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Análise Dragão Vermelho

Analisando o perfil em Dragão Vermelho

Dragão Vermelho é um filme de 2002 baseado no livro homônimo de Thomas Harris. É o terceiro filme de uma quadrilogia, mas sua história se passa antes de todos os outros. O filme conta como um ex-agente do FBI, após prender Hannibal Lecter, procura a sua ajuda para descobrir a identidade de um serial killer que mata famílias.

Dragão Vermelho

Logo no início do filme, Will Grahan, agente do FBI até então, e Hannibal Lecter, psiquiatra forense, conversam sobre um assassino em série. Grahan acredita que o perfil criminal elaborado por eles está errado e sabe o motivo: eles haviam conversado sobre o rancor doentio e conhecimento de anatomia do assassino. Definiram anteriormente que provavelmente seria um médico sem licença, um aluno que abandonou a faculdade de medicina ou alguém recém-demitido do necrotério.

Mas Grahan diz que os dois estão errados na presunção de que a precisão do corte era utilizado como souvenir. Na verdade, o assassino não estava guardando partes dos corpos das vítimas e sim comendo-as.

Ele explica que todas as partes que faltavam nas vítimas eram usadas na culinária, como fígado, timo, língua, rim e carne presente atrás das costas. Hannibal percebe que está próximo de ser desmascarado como sendo o assassino e diz que Grahan tem capacidade de assumir o ponto de vista emocional de outras pessoas, mesmo que enojem ou assustem.

Esse é um belo exemplo de elaboração de perfil criminal. Ao analisar racionalmente uma característica de um criminoso em série, é possível definir o que essa característica significa juntando as peças e vendo a imagem como um todo. É preciso analisar o comportamento do criminoso, da vítima e as características do crime para entender o significado de seus atos.

Saber a diferença entre guardar partes de um corpo ou comê-las vai depender de diversos fatores que precisam ser observados atentamente. E é preciso ter não só a técnica, mas conhecimentos abrangentes de outras áreas também. Aqui vemos de onde surgiu a dúvida, a análise feita e a conclusão de acordo com uma percepção ampla do ato.

Outro detalhe importante é conseguir se colocar no lugar do outro, mesmo que você não concorde com o ponto de vista daquele indivíduo. Grahan entende que o assassino possui motivações e perspectivas sobre a vida e por isso ele age de uma determinada forma. Isso não costuma ser falado nos estudos de Criminal Profiling, pois pode ser visto de forma abstrata, mas, no momento em que é preciso traduzir o comportamento através de evidências, fica claro que esse entendimento é mais fácil quando existe a abertura para compreender o outro.

Além disso, durante o filme é possível observar o processo dedutivo de Grahan, a partir do momento em que ele analisa a cena do crime de um homicida em série. A forma como ele observa as fotos, as posições das vítimas e como elas foram deixadas, detalhes como espelhos quebrados pela casa, a falta do animal de estimação e a escolha da entrada do assassino são cruciais para entender como ele age e quem ele é. Detalhes que podem parecer insignificantes dizem muito sobre o comportamento de alguém. E, quanto mais específicos, melhor.

Por ser um filme, vemos uma versão romantizada e exagerada do trabalho elaborado por agentes especiais do FBI. De qualquer forma, é possível entender um pouco de como esse trabalho funciona mesmo que superficialmente, principalmente do ponto de vista de Grahan e das evidências que surgem no decorrer da investigação.

Uma curiosidade interessante: assistindo ao filme eu notei a falta da abordagem das teorias do FBI no trabalho utilizado. Não se falou em organizado ou desorganizado e também não foram usadas comparações de outros casos como se costuma ver em séries da área. Aqui vemos muito mais a teoria da Análise dos Vestígios Comportamentais (AVC) por meio do método idiográfico.

Não podemos dizer que os detalhes mostrados no filme condizem com a realidade, mas, pelo menos, é possível ter uma ideia de como funciona a linha de pensamento do profiler. Querendo ou não, o Criminal Profiling é muito mais complexo do que se imagina, mas que desperta muito interesse.

É curioso perceber o fascínio do grande público sobre esse tema, principalmente quando ligado ao FBI, e que demanda a criação de produções em tantos segmentos do entretenimento durante tantos anos até os dias atuais, como vemos em Mindhunter.

Fonte: Canal cienciascriminais, por Verônyca Veras.

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