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Excelência, não seja assassinado

EXCELÊNCIA, NÃO SEJA ASSASSINADO PELO POLITICAMENTE CORRETO!

20/12/2017

“Uma nação que confia em seus direitos, em vez de confiar em seus soldados, engana-se a si mesma e prepara a sua própria queda.”   (Rui Barbosa)

Quando Giovanni Falcone foi assassinado pela Máfia Italiana no dia 23 de maio de 1992 ,ele estava cercado de policiais. 57 dias depois era a vez do juiz Paollo Borsellino, adjunto de Falcone, sofrer um atentado e morrer. Junto a estes dois magistrados morreram vários policiais italianos. Foram estes policiais, com suas armas, que fizeram uma segurança tão massiva ao redor destes dois magistrados que só foi quebrada pela utilização de bombas de alto poder de destruição pela Cosa Nostra.

São os policiais brasileiros, e suas armas, que garantem até hoje a vida e a integridade física do Juiz Federal Odilon de Oliveira, famoso por suas ações contra os chefões do tráfico no Mato Grosso do Sul. E já ficou famosa a foto do Juiz Sérgio Moro protegido por quatro policiais, e suas armas, enquanto aguardava sentado, no saguão do aeroporto, o embarque.

Então não foi surpresa perceber no vídeo viralizado nas redes sociais esta semana, que foi um policial civil, e sua arma, que salvou a vida de uma Juíza durante atentado à bala ocorrido na comarca de Maral, no norte do Rio Grande do Sul.

Mas o mais interessante é que o fato que permitiu a reação eficaz – os bandidos foram presos logo em seguida – é que, naquele fórum, o policial não foi proibido de portar sua arma durante a audiência judicial. Se o mesmíssimo atentado ocorresse em várias partes do país o resultado seria o assassinato, em massa, de magistrados, pois virou praticamente regra, em todo Brasil, desarmar policiais nos fóruns judiciais. E um policial desarmado, amputado de seu principal instrumento de trabalho, nada pode fazer pra conter um ataque armado de marginais.

Quando o PCC realizou atentado contra o Fórum de São Vicente em 2002  com tiros de metralhadora e granadas, vitimando fatalmente um jovem advogado, imperava naquele fórum esta proibição. Após ver a grande vulnerabilidade que estava infligindo a si mesmos, o Juiz-diretor revogou tal regra e restringiu o porte de arma no interior daquele edifício apenas para os policiais que ali figuravam como réus de processos.

Um dos subprodutos culturais do politicamente correto é a policiofobia. Foi ela que promoveu, no âmbito da segurança pública, uma inversão de valores  que colocou  uma injusta e permanente suspeição em toda a classe policial. Foi assim que a utilização de algemas  começou a ser restringida, fragilizando a segurança de todos, e que culminou com a ideia politicamente correta que um policial armado é algo que constrange o réu e compromete sua dignidade. Essa aversão à figura do policial atinge proporções tão absurdas que a simples presença de um policial fardado numa universidade hoje é vista por muitos como algo inaceitável. E é inacreditável, pra classe policial, que parcela do judiciário tenha “embarcado” neste discurso que parece mais ter saído da militância do PSOL ou de um DCE, abrindo deliberadamente mão de um defensor armado, fragilizando seriamente sua própria segurança pessoal.

Ficou famosa nos Estados Unidos uma ocorrência no passado onde um réu, sem algemas, teria roubado a arma de um policial e matado várias pessoas dentro de uma corte judicial. Este caso, emblemático e muito citado em academias de polícia, nos faz entender um pouco porque os americanos usam algemas em todo mundo, desde artistas de Hollywood a banqueiros, passando, é claro, por criminosos comuns. A utilização de algemas é um tabu somente aqui onde a  fraqueza do estado é quase um convite à ousadia das facções criminosas.

A imprevisibilidade de reação humana, que inclusive culminou recentemente com uma agressão covarde  a um magistrado na comarca de Praia Grande, mostra que a realidade  sempre teimará em desmentir a ideologia. Neste caso o juiz foi xingado, socado e restou desmaiado no chão. Se o agressor estivesse armado com um simples caco de vidro ele poderia ter sido assassinado.

É necessário que a classe jurídica atente que o politicamente correto é um monstro que a qualquer momento pode se voltar contra ela mesma, assim como tem vitimado reiteradamente a classe policial. Os policiais somos a última linha de defesa do poder judiciário. Abrir mão desta proteção, num contexto de claro recrudescimento da criminalidade violenta é  algo que passa longe do razoável.

E, a propósito, prezados magistrados, pedimos respeitosa e encarecidamente que repensem sobre a absurda proibição de policiais portarem armas em fóruns. Quando as facções criminosas se voltarem contra vocês, queremos, assim como o herói gaúcho de Marau, impedir que vocês sejam assassinados!

Estamos, e sempre estivemos, do mesmo lado. Então, pelo bem geral da nação, digam não ao politicamente correto!

Fonte: Saga Policial, por Filipe Bezerra.

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