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Deputados querem unificação das polícias para solucionar crise

Comissão especial da Câmara dos Deputados definiu o cronograma de trabalho para a Segurança Pública em 2017 e aposta na unificação das polícias Civil e Militar como solução para a recente crise do setor.

09/02/2017

O colegiado formado por deputados federais tem até o fim de 2017 para estudar modelos que unifiquem a atuação dos cerca de 425 mil PMs e 117 mil policiais civis que atuam nos estados brasileiros.

No entanto, o comando da comissão quer divulgar o relatório final no primeiro semestre de 2018, já que vislumbra essa unificação como meio de frear a atual crise da segurança pública, marcada por greves nas corporações, massacres em presídios e aumento dos casos de explosão de caixas eletrônicos e de assaltos a banco, sobretudo em cidades do interior.

Segundo o presidente da comissão, deputado Delegado Edson Moreira (PR-MG), o relatório já deverá vir acompanhado de proposta de emenda à Constituição (PEC) e projeto de lei que viabilizem a unificação das polícias Civil e Militar.

“Uma única força – com investimento maior nas áreas de inteligência e de formação e com troca de informação entre todos os seus integrantes – ajudaria, em muito, o combate ao crime”, avalia o deputado. “Enquanto as forças estão brigando entre si para saber quem vai fazer isso, quem vai fazer aquilo, os criminosos estão à frente, progredindo anos-luz, fazendo atos de terrorismo.”

Tema polêmico
O relator da comissão, deputado Vinícius Carvalho (PRB-SP), admite que o tema é polêmico e divide opiniões dentro e fora das corporações. Para ampliar o debate e buscar um modelo ideal de unificação, o colegiado programou, para este ano, uma série de seminários regionais e visitas ao exterior. O primeiro seminário será no dia 10 de março, na cidade mineira de Juiz de Fora.

Outros seminários regionais deverão ocorrer em Três Corações (MG), provavelmente em 27 de março, Chapecó (SC), Bragança Paulista (SP) e Aracaju (SE), estes ainda sem datas previstas. Também serão mantidas as audiências públicas em Brasília com convidados que já tiveram requerimentos aprovados na comissão.

Relatório técnico
Depois de conhecerem experiências de unificação policial na Alemanha, Itália e França, os deputados pretendem observar, neste ano, os modelos dos Estados Unidos e do Canadá.

Vinícius Carvalho promete que vai apresentar um relatório técnico. “Eu estou em uma pesquisa empírica para que nós façamos um trabalho extremamente técnico. A resistência à unificação vem das instituições, tanto Civil quanto Militar. Há uma controvérsia em relação ao conceito”, afirma Carvalho.

“A despeito do que está acontecendo no Espírito Santo e tem acontecido em outros estados, é só uma questão de tempo para que se agrave o problema da segurança pública. Ao nosso ver, trata-se de problema de gestão por parte dos governos. Se a gestão está falha, todo o sistema se comprometerá”, acrescenta o parlamentar.

Na primeira reunião do ano, os deputados da Comissão Especial de Unificação das Polícias Civil e Militar criticaram os meios que os governos federal e estaduais têm utilizado para enfrentar a crise na segurança pública.

Para Edson Moreira, o uso do Exército para ocupar presídios do Norte e Nordeste ou para enfrentar a atual crise na segurança pública do Espírito Santo serve apenas para, segundo ele, “desmoralizar as Forças Armadas”.

“O que o governo federal está fazendo é equivocado, ao meu ver: não se pode mandar Forças Armadas, preparada para guerra externa, para o lugar da Polícia Militar, que é treinada para fazer o policiamento preventivo, ostensivo. O governo está muito mal assessorado”, ressalta.

Ministério exclusivo

Já o deputado Silas Freire (PR-PI), defendeu a criação de um ministério exclusivo para tratar de segurança pública e a definição de novas fontes de recursos para um fundo nacional que possa ajudar os estados endividados a arcar com os salários dos policiais.

Os deputados da comissão ainda manifestaram solidariedade aos policiais que vieram a Brasília, nesta quarta-feira, protestar contra a reforma da Previdência Social.

Reportagem – José Carlos Oliveira / Edição – Newton Araújo
Fonte: Agência Câmara Notícias

 

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8 respostas para “Deputados querem unificação das polícias para solucionar crise”

  1. Douglas COt disse:

    ISSO É PANO DE FUNDO PARA AUMENTAR O PODER DA PM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  2. Ermisvaldo Entringer disse:

    PM, braço esquerdo das forças armadas, deixe a PM com exército e treinada para urbanização!

    Polícia Civil, polícia Judiciária! sendo assim passe a PC. para o poder judiciário.
    PC é parte do Ministério público.

  3. Marcelo disse:

    Não vejo como a proposta acima pode melhorar algo….a imensa maioria dos congressistas não sabem nada de nada e custam uma fortuna.Não tem como dar certo….

  4. Isaias Pontes disse:

    No meu entendimento, essa disputa corporativa entre as polícias é apenas uma ponta da gigantesca ação corporativa que vem dominando há anos o processo político e a administração pública nos três níveis.
    Exemplos claros disso são a ação parlamentar que não se movimenta em função de ideologias programáticas dos partidos políticos e sim das corporações neles representadas, e da ação orquestrada entre o Ministério Público e Poder Judiciário para fechar qualquer porta de empoderamento de outros órgãos que possam disputar com eles a equivalência dos altos salários, prerrogativas, privilégios e regalias.

  5. Diego disse:

    PM, braço esquerdo das forças armadas, deixe a PM com exército e treinada para urbanização!

    Polícia Civil, polícia Judiciária! sendo assim passe a PC. para o poder judiciário.
    PC é parte do Ministério público.

  6. Guilherme disse:

    Com certeza a melhor saída. Uma polícia única com força total. Sem brigas e com trocas de informações para um serviço ágil e preciso! É preciso mudar, somente no Brasil existem duas meias polícias!

  7. Rodrigo de Souza Oliveira Dias disse:

    E quem vai mandar? O Delegado ou o Coronel???? Bom…se o comando for dado por competência, produção e experiência, ao invés de uma prova escrita, será do Coronel!!! Fecha as polícias civis!!! Sem ela e com ela nada muda!

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