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Não deixem que decidam por nós.

Política Nacional de Segurança Pública

O Ministério da Justiça e Segurança Pública está promovendo uma consulta pública para que a população possa opinar em relação a POLÍTICA NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA.

Essa consulta pública estará disponível até o dia 4 de janeiro de 2018 no sítio http://www.justica.gov.br/sua-seguranca/seguranca-publica/consulta-publica

É importante que todos os POLICIAIS e demais pessoas interessadas em melhorias na segurança pública participem para tentarmos corrigir certas omissões graves na minuta apresentada.

Ao ler a minuta notamos a possibilidade de participação da sociedade civil, entidades e órgãos estranhos a área de segurança pública, no entanto, aqueles que mais entendem do assunto e que deveriam ser ouvidos prioritariamente não são sequer mencionados. Me refiro aos POLICIAIS.

Na minuta da Política Nacional de Segurança Pública não há previsão da participação de POLICIAIS ou de entidades representativas dos POLICIAIS em nenhuma instância decisória ou opinativa. Nem mesmo nos conselhos comunitários há a previsão de participação de POLICIAIS ou entidades representativas.

Quando a minuta prevê a participação das instituições policiais, obviamente essa participação se dará por meio de seus chefes institucionais que são os Delegados de Polícia e Coronéis PM (com exceção apenas para a PRF que possui um sistema diferenciado e seu chefes institucionais são policiais de carreira única).

Com a devida vênia, em que pese tais servidores também serem policiais, em regra estão distantes dos combates policiais da atividade fim como trocas de tiro nas áreas de exclusão sociais dominadas por traficantes, estão distantes das ruas e do sofrimento da população, não tem um contato direto com o combate ao crime. Desta forma, na minha opinião, não tem condições de opinar e decidir sozinhos sobre questões de segurança pública. Deveriam contar com suporte opinativo e decisório das diversas categorias policiais que tem no seu dia a dia a experiência do enfrentamento ao crime e da proteção à população.

Além da questão da falta de participação policial na política nacional de segurança pública, outro ponto crucial não foi mencionado que é a necessidade de implementação de CARREIRA ÚNCIA e de CICLO COMPLETO DE POLÍCIA, adotado na maioria das polícias do mundo, sem os quais as polícias brasileiras jamais sairão da estagnação em termos de produtividade e meritocracia. Sem tal evolução também não haverá a tão necessária valorização policial.

Por derradeiro, a minuta traz a previsão de institucionalização da Força Nacional. Caminho inverso das necessidades da segurança pública. Não necessitamos de mais uma polícia. Já temos instituições policiais demais. Precisamos sim, de investimentos e aumento de efetivo nas polícias que já temos e não gastar dinheiro com mais uma instituição policial que nem tem previsão constitucional.

A Força Nacional é composta por policiais de todos os Estados e quando se desloca para uma missão esses policiais, embora muito bem treinados e muito bem intencionados, não conhecem a realidade da criminalidade local (visto que são de outros Estados), não conhecem o modus operandi dos bandidos locais e não conhecem a geografia local. Isso os torna menos eficientes que as polícias locais e os coloca em risco.

Temos como exemplo o Rio de Janeiro em que em que policiais da Força Nacional foram mortos por entrarem por engano em uma favela. Isso não aconteceria com policiais locais.

Toda essa verba destinada a estruturar a inconstitucional Força Nacional seria melhor empregada se fosse aplicada nas forças locais, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal.

Imagine os PMs e Policiais Civis do Rio de Janeiro, que atualmente encontram-se com salários atrasados e sem receber 13º salário, se pudessem contar com as diárias da União, que são pagas para trazer esses policiais de outros Estados da Força Nacional.

Ao invés de trazer gente de fora, que tal pagar hora extra, com verbas da União, pra os policiais locais que tenham interesse em tais missões?

Outra boa destinação da verba seria o investimento na Polícia Rodoviária Federal que com um efetivo ínfimo e uma verba parca consegue proporcionalmente obter os melhores índices de produtividade do Brasil – graças ao seu sistema diferenciado de carreira única e meritocracia que dá motivação aos policiais, nos moldes das polícias estrangeiras – imagine o que essa polícia faria se contasse com efetivo adequado e orçamento mais generoso.

Não deixem de participar da consulta pública. Opinem!

A opinião de nós POLICIAIS é muito importante – nós policiais sabemos o que a segurança precisa.

Não deixem que decidam por nós.

Fonte: Saga Policial, por Deleuze, Policial Rodoviário Federal.

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3 respostas para “Não deixem que decidam por nós.”

  1. Luciano disse:

    Vomos lutar contra esses políticos corruptos, força e honra!e Deus no controle!

  2. Janaína Belo disse:

    Por que vocês policiais não fazem um movimento nacional único para pedir mudanças. Isso é muito sério para não fazerem algo grande. Fica me parecendo discurso da minoria policial. Nós precisamos de ações sérias e não de apenas discursos blá blá blá

  3. Casé Alvarenga disse:

    Sempre decidem por nós…

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